

Como eu não encontrava respostas razoáveis, algumas coisas começaram a se destacar e, para mim, naquele momento, eram os motivos que me deixavam de fora daquele mundo. Foi quando eu me descobri com um corpo físico. Até então eu nunca dei muita atenção a como me parecia ou ao que pensavam quando olhavam para mim. Talvez eu simplesmente não parecesse uma pessoa como as outras... Seria isso?
Devia ser! Era a única razão sensata! Pelo menos até aquele momento. Foi a primeira vez que eu me senti realmente infeliz. Quando tomei consciência de mim como um corpo me senti péssima. Comecei a ouvir aqueles adjetivos estranhos... O pior não foi ouvi-los, e sim começar a entendê-los. Entender o que queriam dizer com aquelas palavras.
E eu estava na primeira encruzilhada da minha existência! Como é que eu ia solucionar aquilo? Como é que eu ia mudar aquele corpo que estava errado? Eu não conseguia entender aquilo! Eu sabia que pessoas eram diferentes umas das outras, mais altas, baixas, gordas, magras... Mas eu não fazia idéia que existia certo e um errado nisso também. Além de aborrecida, eu estava muito triste!
Meu corpo estava errado!
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Sem rótulos
Sem definições
Apenas um coração que palpita pelo avesso...
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